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Robert Schuman

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Pai do projeto europeu

Biografia de Robert Schuman. A carreira política, a declaração de 1950, curiosidades e sítios Internet relacionados com um dos pais fundadores do projeto europeu.


 

A carreira política

A declaração de 1950

Curiosidades

 

Robert Schuman nasceu a 29 de junho de 1886, em Clausen, Luxemburgo, uma região muito próxima da fronteira entre a França e a Alemanha. Antes de 1919, era considerado cidadão alemão mas com a anexação da região da Alsácia-Lorena pela França, no final da Primeira Guerra Mundial, torna-se cidadão francês.

Entre 1904 e 1910, Schuman estudou Direito, Economia, Ciência Política, Teologia e Estatística em universidades de Berlim, Munique, Bona e Estrasburgo. Em 1912, licenciou-se em Direito pela Universidade de Estrasburgo, com alta distinção. Ainda exerce advocacia mas dois anos depois deflagra a Primeira Guerra Mundial e é dispensado do serviço militar por razões médicas.

É só depois da guerra que entra no mundo político, como deputado do Parlamento francês pela região de Moselle.

 


 

A carreira política


Vinte anos depois, no início da Segunda Guerra Mundial, Schuman já é ministro-adjunto do Governo francês, participando ativamente na resistência francesa. Acabou por ser preso e quase foi deportado para um campo de concentração de Dachau mas consegue fugir para a zona livre de França, vivendo na clandestinidade por três anos.
O General De Gaulle, protegido em Londres, ainda o convida para sair do território mas Schuman recusa deixar os seus compratriotas na França ocupada pelos nazis.

Com o final da guerra em 1945, regressa à vida política francesa: é ministro das Finanças, primeiro-ministro em 1947, ministro dos Negócios Estrangeiros, entre 1948 e 1952 e novamente ministro das Finanças por apenas um ano, entre 1955 e 1956. Durante o tempo pós-guerra, foi um negociador importante em várias iniciativas, como o Conselho da Europa, o Plano Marshall e a OTAN, incentivando o nascimento de uma Europa pacífica e cooperante.

 


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A declaração de 1950


Schuman iria ficar para a História pela sua famosa declaração, onde propunha a «comunitarização das produções de carvão e de aço» entre a Alemanha e a França.


O Chanceler alemão, Konrad Adenauer, apoiou a sua declaração e os governos dos Países Baixos, da Bélgica, da Itália e do Luxemburgo reagiram positivamente ao seu apelo. A 18 de abril de 1951, os seis países fundadores assinavam o Tratado de Paris que criava a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA, na sigla portuguesa). Foi esta primeira comunidade supranacional que abriu caminho para o mercado único europeu e, posteriormente, para a União Europeia.

A causa europeia sempre foi um dos principais interesses de Schuman. O reforço da integração veio com a Comunidade Europeia da Defesa e, em 1958, é eleito o primeiro Presidente do antecessor do atual Parlamento Europeu. O Parlamento atribui-lhe o título de «Pai da Europa» e o dia 9 de maio é declarado o «Dia da Europa».

Em 1962, com 76 anos, retira-se da vida política. Morre de doença no ano seguinte, a 4 de outubro, em casa, na Lorena, França.


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Curiosidades

 

  • O bairro de Bruxelas onde estão sedeadas várias instituições da União Europeia tem o nome de Schuman.

 

  • Durante os anos de clandestinidade, os nazis pediam uma recompensa de 100 mil Reichmark pela sua cabeça.

 

  • Schuman nasceu alemão, de mãe luxemburguesa e pai francês. Quando a região onde vive é anexada pela Alemanha, o pai torna-se cidadão alemão.

 

  • Um dos edifícios da delegação do Parlamento Europeu no Luxemburgo tem o nome de Robert Schuman.

 

  • A Universidade Robert Schuman encontra-se em Estrasburgo, Alsácia, França.

 

 Fonte: Comissão Europeia

 

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Última atualização: 2017-05-02