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Opinião

José Manuel Barroso
José Manuel Barroso
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Construir a Europa que queremos...

Durão Barroso, Europa Novas Fronteiras, 2006

Embora a Estratégia de Lisboa inicial para a reforma económica tivesse analisado correctamente os problemas da Europa, havia demasiados objectivos e demasiados relatórios, faltava orientação e priorização e o sentimento de apropriação e de governação não era suficiente. Mas, mais do que nunca, é necessário fazer com que Lisboa funcione para dotar a Europa da economia saudável de que necessita para concretizar as suas ambições a nível social e ambiental. Foi por esse motivo que a avaliação intercalar da Primavera de 2005 conduziu à criação de uma Estratégia de Lisboa revista para o crescimento e o emprego e de uma verdadeira parceria entre a UE e os Estados-Membros, efectivamente centrada no crescimento e no emprego. Foi assim criado um ciclo de governação inovador. Os Estados-Membros tiveram de elaborar programas nacionais de reforma, apresentando as medidas previstas para atingir os objectivos de Lisboa, com base em orientações políticas comuns e integradas. Os relatórios anuais apresentarão os progressos alcançados na execução destes programas. Estas medidas permitiram que os Estados-Membros se apropriassem mais do processo e reforçaram a consciencialização de todos os protagonistas da sociedade para a necessidade de reformas. O primeiro relatório intercalar anual, publicado pela Comissão em Janeiro de 2006, revela que a nova Estratégia de Lisboa teve um arranque prometedor. Os programas nacionais de reforma, em especial, têm constituído um manancial de ideias valiosas que ajudarão os Estados-Membros a aprenderem uns com os outros. Agora é altura de acelerar. Para que a Europa possa dar resposta aos desafios da globalização e do envelhecimento da população, o statu quo não é uma opção. As reformas económicas têm de ser acompanhadas por uma modernização dos sistemas sociais. A Comissão identificou quatro acções prioritárias que exigem uma execução rápida - o mais tardar até ao final de 2007: investir mais em conhecimento e inovação; libertar o potencial das empresas, especialmente das PME; dar resposta à globalização e ao envelhecimento da população; avançar para uma política energética eficiente e integrada à escala da UE. Se os Estados-Membros se empenharem em executar estas medidas, no contexto dos seus programas nacionais de reforma, obteremos verdadeiros resultados para o crescimento e o emprego.

 

Barroso, José Manuel
Presidente da Comissão Europeia
Revista Europa Novas Fronteiras nº 18
Abstract